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Meta acelera seu silício próprio, Nvidia fecha o cerco sobre compradores asiáticos e empresas começam a trocar vagas generalistas por talentos “AI-native”.
Resumo rápido:
/ Meta prepara um novo chip próprio de IA para entrar em produção
/ Nvidia restringe sua lista de compradores autorizados na Ásia
/ Thomson Reuters corta vagas e prioriza profissionais especializados em IA
/ Micron amplia investimentos nos Estados Unidos
/ Chips, energia e infraestrutura viram o novo centro da disputa
Destaque
Meta quer deixar de alugar o futuro — e começa pelo próprio chip.
A Meta planeja colocar em produção, a partir de setembro, um novo chip de inteligência artificial desenvolvido internamente. Batizado de Iris, ele faz parte de uma ofensiva para ampliar a capacidade computacional da companhia e reduzir parte da dependência de fornecedores como Nvidia e AMD.
O movimento é maior do que uma simples troca de hardware. A empresa projeta chegar a 14 gigawatts de capacidade computacional em 2027 e pode gastar até US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA neste ano.
Broadcom participa do design e a TSMC ficará responsável pela fabricação. A disputa entre as big techs está migrando dos modelos para a infraestrutura que sustenta toda a corrida.
Leia na Reuters →Nosso take
A nova vantagem competitiva não é apenas ter IA. É controlar chips, energia, data centers e a margem necessária para escalar tudo isso.
Movimento de Mercado
Nvidia cria uma “lista VIP” — e corta mais da metade dos compradores asiáticos.
Pressionada por Washington, a Nvidia apertou a verificação de clientes na Ásia para impedir que seus chips avançados cheguem à China por rotas indiretas.
Mais da metade dos compradores anteriormente autorizados ficou fora da nova lista. A fiscalização inclui visitas a data centers, análise de contratos e entrevistas com usuários finais.
O recado ao mercado é direto: semicondutor virou ativo geopolítico, e compliance passou a fazer parte da cadeia de venda.
Leia na Reuters →Por que importa
Empresas de cloud, data centers e IA podem enfrentar atrasos, custos maiores e menos previsibilidade. Para a Nvidia, vender mais já não basta — é preciso provar para quem está vendendo.
Trabalho depois da IA
Thomson Reuters corta engenharia — e abre espaço para profissionais “AI-native”.
A Thomson Reuters anunciou cortes em sua equipe global de engenharia enquanto acelera o uso de IA em produtos jurídicos, fiscais e regulatórios.
A redução pode atingir até 500 posições. Ao mesmo tempo, a companhia prevê criar mais de 250 novas vagas de engenharia nos próximos dois anos, principalmente para profissionais seniores e especializados em IA.
Não é apenas menos gente. É uma mudança no tipo de competência que passa a ser considerada estratégica.
Leia na Reuters →Rapidinhas The Slashe/
O que mais entrou no nosso radar
O futuro não espera.
Mas dá para entender antes.
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