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Por oito dias, o Parque Ibirapuera virou o maior experimento do país sobre o que significa inovar quando a inteligência artificial já é infraestrutura. O SP2B, São Paulo Beyond Business, reuniu quase 2 mil palestrantes, mais de 750 painéis e cerca de 65 mil visitantes. E o recado que ficou não veio de nenhuma palestra técnica.
Resumo rápido:
/ Esther Perel abre o festival falando sobre confiança na era das máquinas
/ IA generativa vira “terreno estabelecido” nas trilhas de marketing e marca
/ Painéis discutem agentes de IA em recrutamento e busca de fornecedores
/ Perel aponta o Brasil como potência cultural de conexão humana
/ SP2B fecha a semana com Ibirapuera transformado em plataforma de negócios e cultura
Destaque
Esther Perel abre o SP2B dizendo que o risco da IA não é substituir a conexão humana: é esquecer o que ela é.
A abertura do festival não coube a nenhum CTO nem fundador de unicórnio. Coube à terapeuta Esther Perel, em conversa com a atriz Alice Braga, seguidas de show surpresa dos Titãs no Auditório Ibirapuera.
O eixo da conversa foi confiança. Perel trouxe um contraste que resume o momento: a sociedade aprendeu, ao longo de milênios, a confiar em outras pessoas, e mesmo assim, hoje deposita confiança automática em máquinas com as quais nunca teve esse treino.
A provocação não foi contra a tecnologia; foi sobre o que ela não consegue devolver: vínculo, risco compartilhado, reparo depois do conflito. Alice Braga completou por outro ângulo, trazendo a própria trajetória como exemplo de que identidade, criatividade e autenticidade seguem sendo forças de transformação que nenhum modelo replica.
Leia na Promoview →Nosso take
Se a era da IA vai ser decidida por quem entrega mais confiança, e não só mais automação, o diferencial competitivo muda de lugar. Deixa de estar só na ferramenta e passa a estar em quem assina o que é dito.
Movimento de Mercado
As marcas agora disputam ser a resposta da IA, não só o clique da pessoa.
Um dos pontos mais citados nas trilhas de marketing e negócios do SP2B foi a virada de comportamento: cada vez mais buscas por fornecedores e referências de negócio começam direto numa conversa com IA, que responde com um nome e uma justificativa: sem “página dois”.
Segundo dados discutidos em painel com Google e LinkedIn, quase 35% do que a IA referencia sobre negócios no LinkedIn vem de conteúdo assinado por pessoas que decidiram escrever o que sabem, não de sites institucionais genéricos.
Conteúdo corporativo sem voz própria está ficando invisível tanto para humanos quanto para máquinas. Em paralelo, a IA generativa deixou de ser discutida como novidade técnica e passou a ser tratada a partir da palavra “intencionalidade”.
Leia na SP2B →Por que importa
A curadoria humana como voz, ponto de vista, critério - virou o ativo escasso da era da IA. Para empresas de tecnologia e mídia, a pergunta deixou de ser “temos conteúdo?” e passou a ser “esse conteúdo tem assinatura?”.
Rapidinhas The Slashe/
O que mais entrou no nosso radar
/ O SP2B em números: 20 palcos, 750 painéis, 2 mil palestrantes, 65 mil participantes
O festival, produzido pela DA20, mesma empresa por trás do Rio2C, com curadoria de Rafael Lazarini e Hugh Forrest, ex-SXSW, reuniu mais de 700 mil visitantes estimados entre 9 e 16 de agosto no Ibirapuera.
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Painel reuniu líderes das maiores consultorias de talento do país para discutir o que muda quando a IA assume o operacional do recrutamento e onde ficam os limites de governança nesse processo.
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Análise das trilhas de marca e comunicação do festival mapeou uma sequência de movimentos: da IA generativa como terreno estabelecido às marcas em festivais, passando por foresight e prototipagem de futuro.
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Em reflexão ligada ao debate global de inovação, Perel apontou a capacidade brasileira de dosar ritmo, pausa e conexão como um diferencial raro num mundo ansioso e fragmentado pela velocidade tecnológica.
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Na sessão inaugural que anunciou o festival, Yuval Harari discutiu os riscos presentes da IA: prévia da proposta de equilibrar tecnologia e humanidade que se confirmou nesta edição.
Leia mais →
O futuro não espera.
Mas dá para entender antes.
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